Arei a terra e joguei nela a sementinha,
que nasceu linda, e se tornou logo rainha.
Dona do campo, ela cresceu, ganhou coroa
que sorte a minha, que semeei em terra boa.
O sol e chuva, que generosos, a alimentaram
os passarinhos, muito felizes, ali cantaram.
O campo amigo, que dá o trigo, faz o pão
o solo antigo, que com o cultivo, produz o grão
a mão do homem, que é abençoada, o faz então.
A mãe prudente, pra filho ausente, guarda o quinhão
faz disso uma arte, e o reparte, também com o irmão.
Esse bom trigo, que se transforma,
pão ou broa, como é bom ver alguém comer,
e dizer que está boa.
Feito capim, quando novinha essa seara
e já cor de ouro, esse tesouro, quando o ceifara.
Espigas lindas, quando sem grão, servem de adorno
Enfeitam a mesa, por duas vezes,sem pedir retorno
Com a semente se faz o pão, resta a espiga.
com amor se faz o pão, e se dá, com a mão amiga,
Deus continua abençoando, o trigo já é pão,
e ainda, o estou semeando.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário