sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fino estilo


Um dia me apaixonei

Por quem fala de saudade;
Hoje, a minha alma fadista
Está sempre de mesma idade

Me apaixonei pelo fado
Mesmo que falem mal dele:
Aonde vou, está ao meu lado
E, já não vivo sem ele.

Todos os dias me encontro
Com esse, que vai me enganando...
Se não me ama, corresponde
Sempre está, por onde eu ando.

É uma paixão desmedida
Pena ser comprometido!
Tem tantos amores na vida
Meu tempo, será perdido!...

Mas ele é lindo! E é sentido
Onde está corro pra ouvi-lo;
É um grande cavalheiro
Um gajo, de fino estilo!

Maria Natividade

Coração de Menina

Um coração de menina
E cabeça de mulher,
A descobrir os seus sonhos
Viver é só o que ela quer.

Essa menina trazia
Na boca o doce dos beijos,
Segredos no coração
E a febre dos desejos.

À procura dos seus sonhos
De um Mundo de encantamento,
Pisava leve na Terra
E fundo, no Firmamento.

Lua, estrelas, procurava,
O céu há de se fazer brilhar!
E iluminará o seu príncipe
A quem ela deve amar.

Virá leve como pluma
Ou no turbilhão do mar?
Na violenta paixão,
Ou sereno, só pra amar!

Ainda no mar, altas ondas,
Esse amor soprou com a aragem;
Chegou e a acompanhou,
E fez com ela a viagem

Chegou esse sonhador,
Oferecendo e cobrando;
Voz de veludo e de amor
Foi assim a conquistando.

Maria Natividade

A Chuva


Vejo a chuva lá fora
Bendita chuva!
São as lágrimas dos anjos
A chorar;
Vem limpar a alma do homem
E surja,
Um novo coração
Que saiba amar!

Ainda há nuvens cinzentas
No céu
Há tempestade nas almas
Ainda;
Vão buscar água no mar
Que é seu,
E, a Terra com chuva,
É linda!

Vejo-a caindo nas plantas
Fresquinhas,
Que agradecem a Deus
Por, as molhar;
Se ela cai tormentosa
Ou fininha,
Maravilhoso é
Seu tilintar.

A tempestade renova
A natureza
Nada é imutável
Nem fixo;
Deus que criou assim
Tanta beleza,
Reforma a Terra e o homem
Por Jesus Cristo

Maria Natividade

Cantei e te amei


Me apaixonei por ti,
Encontrei quando te vi
Os beijos, com que havia sonhado;
Sonhei seres meu amor,
Cantei, te amei sem temor,
Na canção deste meu fado.

O amor deste meu canto
Despertou, como por encanto,
Tão calorosa paixão...
Mexeu com o meu sentimento,
Não sais do meu pensamento,
Já estás no meu coração.

Só descobri no teu beijo,
O que é amor de verdade!
O beijo da descoberta
E que nos deixa saudade.

Se vem da pessoa certa,
O beijo tem mais valor,
Deixa na boca o calor
Do lume que em mim ateias;
É a doce chama,o rubor,
Preciso do teu amor
Como do sangue nas veias.

Maria Natividade

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Perfume


A porta estava aberta
Soprou o vento de leve
Senti o teu perfume
Diz-me,quem não o percebe?
Estou queimando em febre
Vem e ouve o meu queixume.
O vento me refresca
Se, vem junto o teu perfume.
Quero-te. Mesmo sabendo,
Que, não te tenho.
Sonho contigo,
Nas horas em que desdenho.
Em desalento,
Conto as horas pra te ver.
Ó meu Deus, como lamento!
Como eu queria, não te querer!
Justo ou injusto
Dou asas ao meu desejo
E sem que esperes
Surpreendo-te com um beijo
Enlouquecida,
Chego as farpas da paixão
Enfraquecida,
Esse perfume é ilusão.
Peço que fiques.
Quero a tua companhia.
Não me critiques,
Por ter, te querido, algum dia.

Maria Natividade

Por inteiro


Queria deitar sempre em tua cama,

Desfrutar do teu carinho e teu calor.
Ouvir no silêncio,quando chamas.
Fazer do teu braço travesseiro.
E adormecer ali, com meu amor.

Passar as noites com quem se ama.

No calor, sem ver lençóis nem travesseiro.
A coberta, ser o fogo que inflama,
Que o amor fosse a luz, sem candeeiro

Sentir o teu cheiro e teu afago

E fosses, sempre o primeiro a me chamar.
Para as carícias, em que me embriago..
No meu tempo inteiro, só te amar.

Queria matar a sede dos teus beijos

Atar com o amor, dois corações.
Bem juntos, com a corrente dos desejos,
E, atear a chama das paixões.

Queria criar um mundo só pra nós.

Onde coubesse tudo o que queremos.
Aonde não entrasse mais ninguém
Para acordar os sonhos lindos que nós temos.

Queria ter certeza, que és só meu.

Num inverno quente de um janeiro.
E ao alvorecer da primavera
Acordar, e ainda ter-te por inteiro.

Maria Natividade


PORQUE ESCREVO?

Porque gosto de escrever?
Escrevendo falo das minhas emoções,
Desabafos, saudades, canções,
Escrevo meus poemas, com liberdade.
Solto meus demônios.
Vejo a minha realidade.
Cada momento uma emoção,
Um sentimento, uma paixão.
Uma alegria, um lamento.
Escrevendo, os discuto, os revejo;
Assim, falo com quem gosto,
Se for esse o meu desejo.
Choro, rio, sou completa;
Às vezes sinto um vazio,
E minha alma deserta,
Assinalo poemas de amor,
Pois sou poeta.
Esqueço quem me feriu.
Se magoei, me desculpo.
Escrevendo, peço perdão.
Cantando, mato saudades,
Cuido do coração.
Escrevendo revivo o passado
Agradeço á Deus, falo do presente.
Do que a minha alma sente.
É um filme sempre ação.
Quem é o autor?
Quem o projeta para mim?
Está sempre à minha frente.
A tela, às vezes é clara,
Às vezes meio embaçada;
É produção independente,
Tão grande! Que não tem fim...
E, por vezes, tão sem nada!

Maria Natividade


O Fado está vivo

Quem foi que te disse
Que o fado está morto
Está na meninice
Lá no Cais do Porto

Alguém me falou
Que o fado morreu
Encontrei com ele
E me conheceu
Pois tem vida eterna
Mas sem algazarra
Vive na taberna
Ao som da guitarra

Se encontram os dois
E choram baixinho
Mas sei que ele existe
Bem afinadinho

O som dele soa
Ao pé da lareira
Ora é de Lisboa
Ora é da Madeira
Se vai lá para ouvi-lo,
Se entra para saudar,
Como ele é andarilho
Se sai a cantar.

Falam até mal dele
Ele não se importa
Nem se está por dentro
Ou fora de portas.

Maria Natividade

O CÉU DA MADEIRA


O Céu da Madeira
É  um Céu cheio de estrelas
No Céu da Madeira
A gente consegue vê-las

Vêem-se as três Marias
As cinco irmãs e a guia
A lua é iluminada
Que a noite parece dia

O Céu da Madeira
É um Céu especial
Eu nasci na beira
Desse espaço sideral

No Céu da Madeira
O Azul é mais azul
É tão bonito no Norte
Como é bonito no Sul

Foi a estrela guia
Que me trouxe para o Brasil
Alguém me dizia
Que tinham o mesmo perfil.

Maria Natividade


O Banquete


A beleza está no ar
Nos pássaros, nos ramos e nas flores:
Com o perfume a flamejar,
O banquete dos amores.

Querer-te é sagrado!
Na minha alma há luz;
Quando se gosta de alguém
É o amor que nos conduz.

O querer, não nos pertence;
É alheio à nossa vontade:
Mesmo que ás vezes se pense
Sermos donos da verdade.

Quando chegas, sei que és  tu,
Pelo perfume:
Vou querer senti-lo sempre ou
Não deixes que eu me acostume.

Não sei dizer, por quê,
Tudo chegou onde está:
Quando amor, não é amor,
Que nome então, se lhe dá?  

Deu um vendaval na minha alma
Ainda lhe ouço os gemidos:
Mas hoje, a música calma,

Vem suavizar-me os ouvidos!

Maria Natividade

Natividade: Ciúme

Natividade: Ciúme

Ciúme

Teu ciúme me magoa tanto,
Em certos dias!
O teu queixume me atordoa,
E mata as minhas alegrias.

Os teus fantasmas te cegam
E vês possíveis rivais...
Hoje, já cansada e triste,
Sei que não te quero mais.

Com alguém ao meu lado.
Sem ter confiança;
É um amor desgastado.
Já morreu toda a esperança

Os olhos do ciúme
Enxergam o desterro!
Os olhos do amor
Nem enxergam erro.

A alma que ama e sofre
Se o outro a despreza;
Ama porque é livre
E se vê tão presa!

É destino ou carma?
Ou então castigo!
Se não estás feliz,
Por quê está comigo?

Maria Natividade

Canto do Uirapuru


Um dia ouvi na mata
O canto do uirapuru,
Ele é o músico da mata
Mas não canta como tu.

Canto lindo que encanta!
A quem o ouve cantar;
é como a linda sereia
Que canta, mesmo no mar.

Na mata há lindos seres!
De alegria e liberdade,
São mais felizes do que o homem
Que vive na grande cidade.

Mas quem canta como tu,
Deve cantar pra encantar;
Os que de tristeza choram
E, não tem como se alegrar.

Cante que a tristeza espanta,
Cante amor, cante esperança;
Não deixe a sua voz se calar
Cante os sonhos de criança.

Ao cantar o coração relembra...
Mas cura saudade:
E quem sabe se um dia,
Sinta até felicidade.

Maria Natividade


As mãos do Artista

As mãos do artista modelam,
Liberam arte e poesia:
Cores, paisagens,
Frases e mensagens.
Que nos inspiram alegria!
Esculturas, imagens,
Verdades e fantasias.
Com suas inspirações,
Despertam seus dons
Dão asas à imaginação:
Com sensibilidade,
Copiam a divindade...
" Na Divina Criação".
Conseguem grandes obras
Reciclando até sobras...
Com sua habilidade:
Eu, num dia menos brilhante,
Encontrei-me coma arte.
Hoje agradeço a Deus
Por essa oportunidade.
E do jeito tranquilo
Com especial estilo;
Do professor Duarte;
Um abraço às minhas amigas
Rita, Cacilda, Claudia e
Aos que partilham comigo
Destas pequenas conquistas,
De lidar com os pincéis e as tintas,
Mas um dia... Ainda seremos artistas!
E na música?
Que no tempo quaternário,
Atormento o professor
Eu nunca conto até quatro:
Mas prometo,
Que esta minha veia artística
Um dia, ainda resgato.

Maria Natividade

Aquela nuvem


Aquele pecado que vejo, lá em cima é meu:
Aquela pedra atirada, quem a atirou foi eu:
Aquele grito culpado, quem o deu foi eu:
Aquela mãe que chora, quem a fez chorar foi eu.

Aquele pai que sofre, ao meu lado é o meu...
Aquele irmão triste, quem o magoou foi eu:
Aquele filho em trabalho, Jesus disse que é o meu:
Seguirei o exemplo do que ele aprendeu.

Aquela porta fechada, quem a fechou foi eu...
Aquele coração ferido, quem o feriu foi eu:
Agora reconheço e muito me doeu,
A Deus, peço perdão, o que Jesus prometeu.

Aquele irmão que agride, pode ser o meu:
O que dorme ao relento, o seu Pai é o meu:
Sem um lar, sem morada e que não aprendeu:
Faz o que eu fiz ontem, e que, por conta ainda não deu.

A opção de ajuda, Deus nos concedeu.
Se eu não fizer nada, o atraso é meu...
E serei julgada, pelo Pai, que me deu.
Sua vida por todos, Como Jubileu!

Maria Natividade




Acredito


Acredito que me amas
Pelas flores que me mandas
Não dá pra ver de outra forma.
Essa é a minha esperança
Te espero com confiança
Quando á noitinha retornas.

"Um amante, à moda antiga"
Esse teu jeito cativa
Me ofereces música e flores.
Pra não gritar me contenho
Eu estou certa que tenho
O maior e melhor dos amores.

Para me agradar tu fazes
Todas as minhas vontades
Estás ali ao meu lado!
Muitos anos já se passaram
E ainda não me cansaram
Por sempre, te ter amado.

Gosto das flores que trazes
Gosto de tudo o que fazes
E gosto do que me escreves. 
Gosto de tudo que falas
Quando em teus braços me embalas
E a me beijar, te atreves.

Maria Natividade

À PROCURA


Nervos em farrapos
Coração em pedaços, que jamais se refaz:
Sem piedade ou guarida, uma alma sofrida,
À procura de paz.

Seres em conflito,
Cada um com seu grito, brada  ajuda a Deus;
Venha em seu socorro ,com amor e consolo
Até o último adeus.

O que eu sinto agora
é que no mundo lá fora, não há luz nem vida:
Foge-me o chão, dói o coração,
Sinto-me perdida.

O ser humano é frágil
Vive neste plágio, copiando os Deuses:
Tentando acertar, também tenta amar,
Mas erra tantas vezes!

Cansada, à procura
Da fuga ou da cura, para a dor que sinto:
Cansada da vida, procuro a saída,
Deste labirinto.

Maria Natividade

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sentimento


Prezo muito o sentimento,
Qualidades e talento,
O amor é isso. Eu acho.
Vale mais ter um amigo,
Que tenha carinho comigo.
Que ter apenas um macho.

Acabou o encanto
Não vales meu pranto
Segue o teu destino;
A ti, não importa o ser.
Basta apenas ter,
Corpo feminino.

Não te importam qualidades,
Ser burra ou inteligente,
Saber ou não o que quer;
Se na cama são iguais.
É apenas uma a mais,
Que só basta ser mulher.

Maria Natividade

Procuro


Procuro me achar
Mas como?
Se nem sei quem sou,
Quem fui ou serei.
Quem são os que me rodeiam
Os que me criaram
Ou os que criei...
Quem são os que amo?
Os que me amam
Quem são?
São os filhos da vida
E da criação.
São animais, são plantas,
Esses meus irmãos.
Somos seres vivos
Em evolução.
Seres especiais
Com amor, com sentimento
Somos muito mais
Do que movimento.
Há um grande sentido
Em cada cristão
Todos com tarefas
Em cada encarnação.

Maria Natividade

Quero que voltes

Meu coração
Sofre o amargor da solidão
Sofre sozinho
O vazio da noite escura.
Nesta ilusão 
Eu vou vivendo esta paixão
Meu coração sabe que é em vão
Que o teu procura.

Em desalento
Eu vou levando esta esperança
Que um dia voltes
E contigo um grande amor.
Espero ansiosa
Esta hora tão ditosa
Como a criança espera a mão
De um protetor.

 Quero que voltes
Meu amor, mas volta breve.
Quero que voltes
Meu amor volta pra mim.
Com um grande amor
A alma fica bem mais leve
Quem ama sofre, mas te quero
Mesmo assim.

Maria Natividade

São Paulo - 25/01/2004

Da serra do mar, São Paulo nasceu.
Cobertinha de garoa,
Pergunte para alguém o que é que ela tem,
Todos dizem que é boa.

Cidade menina, essa Paulistinha
De 1554, tem pouca idade,
Mas em sua teia, como baba de aranha,
Pega aquele que a invade.

Começou com Anchieta, rezou missa fez promessa,
Só não conseguiu pagar...
Hoje ainda em prece, a São Paulo cresce.
Tem filhos sempre a chegar.

De todo o lugar do mundo, como seu berço é fecundo.
Fecunda e ainda adota...
Aceita estrangeiro e, de todos Estados brasileiros,
Para todos abre a porta.

E nós portugueses, madeirenses residentes,
Compramos nosso cantinho;
Para nela viver, ajudá-la a crescer,
Cá fizemos nosso ninho.

Cidade potente, com muitos continentes,
Todos tem seu calor;
E na Praça de Sé, ainda temos fé,
Que ela recupere o amor.

Recebia os imigrantes, era ponto de chegada,
De onde depois partiam;
Pra onde? Nem eles mesmo sabiam.
Tinham uma jornada que continuava,
Alguns até se perdiam...

Mas havia sempre um marco
Uma torre ou uma estação...
É a luta pela vida, a mesma vivida,
Por todo e qualquer cidadão;
Tem nela esperança, vivem nessa andança
Só querem trabalho e pão.

Maria Natividade



Amor perfeito

Sonhei com amor perfeito
Com um canteiro dessas flores
A cor, da Espiritualidade,
Que alimenta os amores.

Um belo jardim florido,
Cuidadosamente plantado!
E, o perfume dessas flores,
Como eu nunca tinha inalado.

Havia um Céu estrelado
Iluminando o jardim;
A lua meio escondida
Mostrava o amor pra mim.

E se, achei o amor perfeito,
Eu jamais o perderia,
Era o amor em ação
E, uma Estrela o seguia.

É o amor que vem da alma!
Do consciente e inconsciente;
É sonho, é clara visão
Que nos toma para sempre!

Maria Natividade


Viajor

Amargo, coração...
Por causa da ilusão,
Que se cria ao ver alguém.
Julgamos ver o amor
Em qualquer um viajante
Que passa e diz nos querer bem.

Entristecemos, choramos,
E, dizemos que amamos,
Achamos ser seus donos...
Pensamos ser, a outra metade certa.
De quem pensamos que nos completa
Mas, quem nem quer saber quem somos.

Vamos vivendo e amando
Cada dia confiando
Que enfim, se achou o príncipe...
A vida vai complicando,
De outras vidas partilhando
Queremos ter, quem da nossa participe.

Por vezes
Esse grande viajante,
A quem chamamos de amor.
É tão bonito e elegante,
Chega a ser um bom amante
Mas, é apenas um sedutor!

Maria Natividade


Arte

Quem nasceu com o dom da arte,
E, com arte não viver...
Se não pinta ou não escreve,
Condena a arte a morrer.

Criá-la é dar-lhe vida
A arte da vida é viver.
Descobri-la é ajudar,
A arte da vida a crescer.

A intuição nos faz ouvir
Faz-nos ver obras criadas,
As vezes se as ouve em sonhos,
Outras vezes, acordadas.

Maria Natividade

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Quando partiste


Quando partiste,
A única esperança de vida.
Se foi, com encantamento,
E a felicidade perdida.

Eu me mal-disse
Não ter ficado contigo
Tive sede da tua boca
E falta do teu sorriso.

Eu sentia esse lume
Com a chama, quase a apagar-se,
Ainda há esperança
De um dia, ela atear-se.

Como furacão que queima
E acenda esta paixão
E que, o calor dessa chama,
Aqueça o meu coração

Maria Natividade

Me apaixonei


Me apaixonei perdidamente
Tão indolente
Que coisa louca.
Não sou mais dona de mim
Ouviste um sim
Da minha boca.

Me apaixonei sem perceber
E sem prever
Que coisa é essa?
Não sou mais dona de mim
Este é um fim
Que hoje começa

Serás meu, eu serei tua
Ou então recua,
E sem promessas.
Se me amas continua
Mas pensa bem
Não tenhas pressa.

Maria Natividade

Fado bandido


Oh! Fado bandido
Andavas perdido
Te alojaste em mim;
Todo convencido
Com jeito atrevido
Vás até Pequim.

Voz melodiosa
Como é bom de prosa
Rouba o coração;
Sendo bom sujeito
Penetra no peito
Até no Japão.

Te, mostras sem reservas,
Em todo as Terras
Ultrapassas fronteiras.
Se há alguém carente,
Te fazes presente,
Não temes barreiras.

Forte, como preces!
Tu jamais te esqueces
Daquele que amam,
Sua Terra Natal
Do seu Portugal
Que choram e te cantam.

Maria Natividade


Encontro


Tu me encontraste
Eu me encantei
Te, aproximaste,
Me apaixonei.

Tu me beijaste
Eu te beijei
Tu me amaste
E eu te amei!

Havia desejos
E ânsias loucas
Milhões de beijos
Nas nossas bocas

Tu me beijaste
Eu te beijei
Não sei se erraste
Eu acertei!

Maria Natividade

Como te quero!


O meu corpo te queria,
Mas o teu me desprezava...
A minha alma sofria,
Porque eu te amava.

O meu corpo ardia em febre,
A minha alma sonhava!
Tinha grandes fantasias,
E eu te esperava.

A paixão me consumia,
A espera me obcecava.
Aí você aparecia,
E me abraçava!

Os teus braços me protegem
E, como eu te quero!
Na hora de tu chegares, meu amor,
Como eu quero!

Maria Natividade