Teu ciúme me magoa tanto,
Em certos dias!
O teu queixume me atordoa,
E mata as minhas alegrias.
Os teus fantasmas te cegam
E vês possíveis rivais...
Hoje, já cansada e triste,
Sei que não te quero mais.
Com alguém ao meu lado.
Sem ter confiança;
É um amor desgastado.
Já morreu toda a esperança
Os olhos do ciúme
Enxergam o desterro!
Os olhos do amor
Nem enxergam erro.
A alma que ama e sofre
Se o outro a despreza;
Ama porque é livre
E se vê tão presa!
É destino ou carma?
Ou então castigo!
Se não estás feliz,
Por quê está comigo?
Maria Natividade
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