Da serra do mar, São Paulo nasceu.
Cobertinha de garoa,
Pergunte para alguém o que é que ela tem,
Todos dizem que é boa.
Cidade menina, essa Paulistinha
De 1554, tem pouca idade,
Mas em sua teia, como baba de aranha,
Pega aquele que a invade.
Começou com Anchieta, rezou missa fez promessa,
Só não conseguiu pagar...
Hoje ainda em prece, a São Paulo cresce.
Tem filhos sempre a chegar.
De todo o lugar do mundo, como seu berço é fecundo.
Fecunda e ainda adota...
Aceita estrangeiro e, de todos Estados brasileiros,
Para todos abre a porta.
E nós portugueses, madeirenses residentes,
Compramos nosso cantinho;
Para nela viver, ajudá-la a crescer,
Cá fizemos nosso ninho.
Cidade potente, com muitos continentes,
Todos tem seu calor;
E na Praça de Sé, ainda temos fé,
Que ela recupere o amor.
Recebia os imigrantes, era ponto de chegada,
De onde depois partiam;
Pra onde? Nem eles mesmo sabiam.
Tinham uma jornada que continuava,
Alguns até se perdiam...
Mas havia sempre um marco
Uma torre ou uma estação...
É a luta pela vida, a mesma vivida,
Por todo e qualquer cidadão;
Tem nela esperança, vivem nessa andança
Só querem trabalho e pão.
Maria Natividade
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