quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Banquete


A beleza está no ar
Nos pássaros, nos ramos e nas flores:
Com o perfume a flamejar,
O banquete dos amores.

Querer-te é sagrado!
Na minha alma há luz;
Quando se gosta de alguém
É o amor que nos conduz.

O querer, não nos pertence;
É alheio à nossa vontade:
Mesmo que ás vezes se pense
Sermos donos da verdade.

Quando chegas, sei que és  tu,
Pelo perfume:
Vou querer senti-lo sempre ou
Não deixes que eu me acostume.

Não sei dizer, por quê,
Tudo chegou onde está:
Quando amor, não é amor,
Que nome então, se lhe dá?  

Deu um vendaval na minha alma
Ainda lhe ouço os gemidos:
Mas hoje, a música calma,

Vem suavizar-me os ouvidos!

Maria Natividade

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